quarta-feira, 3 de maio de 2017

Expedição Chauas 180k

Equipe: Akva
Atletas: Aline e Giovani
Data: 29 e 30/04/2017
Local: Eldora/SP
Organização: Chauas
Distância: 180km
Modalidades: Trekking, Bike, Remo



A 1 ou 2 meses atrás o atleta de corrida de aventura Geovani Zanovello, da equipe AKVA me convidou para correr a prova da Chauas. Já havíamos ensaiado correr outras provas, mas nunca dava certo.

Confesso que fiquei um pouco receosa em aceitar o convite. Primeiro porque sabia da fama das provas da Chauas (provas duras onde muitas equipes não terminam) e depois porque a última vez que eu corri uma prova desse tamanho foi em 2014. Mas ... acabei topando.

O dia da prova foi chegando e começou a bater aquele friozinho. Treino de trekking estava em dia, treino de MTB também, mas não tinha conseguido remar nem uma vezinha, isso me preocupava muito, uma coisa é remar 10km sem treinar, outra é remar 40km. Fazer o que, se não treinou, o lance é tentar ir na brutalidade mesmo.
Como moro em Florianópolis, a logística para a prova não foi tão fácil. Tive que pedir liberação no trabalho na sexta a tarde. Deixei todas as minhas coisas prontinhas na quinta à noite, coloquei tudo no carro sexta de manhã, com a ideia de partir as 12h, mas claro que não seria tão fácil, tive uns probleminhas e só consegui sair as 15h.

Dirigi até Curitiba, lá encontrei o Geovani e partimos juntos para Eldorado. Chegamos na cidade por volta das 22h30.

Fomos direto ao local de recepção dos atletas para pegar nosso mapa. Fizemos checkin no Hotel, comemos qualquer coisa e nos debruçamos sobre o mapa para plotar os pontos e entender toda a logística da prova. Só conseguimos ir dormir umas 3h da manhã.
No sábado acordei as 7h30, já com aquele friozinho na barriga. Encontrei o parceiro, tomamos um café da manhã reforçado e seguimos para o briefing. Lá encontramos amigos, conhecidos, ouvimos atentos todas as informações da prova e conhecemos também nossos “adversários”. Terminado o briefing hora de se preparar para a largada.


Finalizamos nossa caixa de apoio, ajeitamos nossas mochilas, bikes, colocamos nossa roupicha de guerra, quer dizer de prova, batemos aquele rango (aquele que você come sem saber quando vai ver comida descente novamente) e partimos para o local da largada.
Muito legal esse pré-prova. Toda a galera reunida, trocando ideia, falando das estratégias, próximas provas, se zuando, se ajudando com pequenos detalhes, tipo a melhor forma de carregar o colete na mochila e por aí vai.


As 14h foi dada a largada, de MTB ... todos que haviam prometido que largariam de boa saíram a milhão, como se fossem correr uma prova de 50k (rsrs) ... claro que estávamos juntos nessa. O trecho de MTB até o primeiro PC1/AT1 era de uns 5km. Pensa na muvucada toda junta.
Dali partimos para um trekking de mais de 15km, com alguns PCs. O trecho do PC1 ao PC2 foi bem tranquilo (comparado com os outros trechos de trekking), estradão de chão com subidas fortes, sem dificuldade de navegação.

Do PC2 para o PC3 o bicho começou a pegar. Já rolaram alguns trechos sem trilhas bem definidas. Demos uma rateadinha rápida, mas logo voltamos ao rumo. Assinamos o PC3 e partimos em direção ao PC4, para batê-lo tivemos que subir até o local que imagino que tenha sido o ponto mais alto da prova, Cruzeiro, foi sofrido, mas valeu a pena ... pensa no visual, paramos até para uma fotinha (coisa rápida). Assinado o PC4 partimos para o PC5/AT2. 




Como voltaríamos por parte do trajeto já era possível imaginar o sofrimento que seria subir todas aquelas morrebas de bike. Não deu outra, o pedal foi bem enrolado, rolou até umas empurradinhas em alguns pontos. Passamos pelo PC6 e, como tudo que sobe desce, o caminho para o PC7/AT3 foi de recompensa, pensa na descida.

Antes de chegarmos ao PC7 mais um pequeno errinho. Descobrimos porque encontramos um louco de mochila, lanterna, caminhando no sentido em que estávamos correndo. Ao perguntarmos para onde ele estava indo descobrimos que os loucos éramos nós (kkkk).
Bikes entregues partimos no trekking em direção ao ponto onde iniciaríamos o remo, PC8/AT4. Trekking pelo asfalto com carros passando, nada agradável. Depois de mais uma pequena rateada, percebida rapidamente, seguimos ao local onde estavam os barcos.

O trecho de remo era de uns 26km, já era noite, o rio era super largo e ficava meio difícil se orientar. Eu passei a remada toda esperando (preocupada) as tais corredeiras, mas eram lenda (aff). Depois de umas 2h40 chegamos ao PC9/AT5. Pensa no barranco para entregar os barcos (verdade que estava avisado no racebook), sorte que haviam alguns tiozinhos gente-boa para ajudar.

Nesse ponto estávamos a uns 23min da primeira dupla mista. Eu estava encharcada, apurada para ir banheiro (não, não consegui fazer no rio) e morrendo de frio.  A vontade era sair correndo, mas fiz o que tinha que fazer enquanto meu parceiro analisava o mapa (ele não sente frio). Coloquei meu anorak, fiz xixi e peguei umas comidas. A promessa era de que o próximo trekking, de uns 23k, seria duro, duro não, duríssimo.

Combinamos de fazermos esse trekking mais de boa, focados em não se perder muito (deve ser nesses rasga-mato que o pessoal desiste das provas da Chauas). Já começamos mal. Nos desconcentramos comendo e conversando e quando chegamos na entrada ficamos inseguros, tipo, será que já é aqui? Passamos mais 1k desse ponto e voltamos para ter certeza de que aquele era realmente o ponto.

Antes de iniciarmos um dos trechos mais difíceis desse trekking, com um dos tais indicativos de rumo (sério essa era a legenda), vulgo rasga-mato, encontramos o quarteto Guartelá. Seguimos juntos, nos ajudando no caminho. Nessa parte do trekking não existiam trilhas e o lance era se orientar, seja pela altimetria, pelos pequenos rios, tudo é válido. O trajeto foi bem duro, mas inacreditavelmente (pelo menos para mim) chegamos certinho numa trilha, que aparecia no mapa após o tal indicativo de rumo.

Nessa parte do trekking meu parceiro já estava reclamando de assaduras, cedi minha pomadinha para ele, mas bem sei que depois que assou, o negócio só piora. Dali seguimos para o paraíso, quer dizer para o PC10, onde estava nossa caixa de abastecimento, pensa na alegria das crianças (uhuuuuuuu). Nesse PC soubemos que a dupla que estava na nossa frente havia aberto mais de 1h nesse trekking, tudo bem, bora fazer nossa prova ...

Na teoria até sei que se estamos competindo devemos fazer transições rápidas e talz, mas olha nesse ponto esquecemos completamente dessa regra. Sentamos, troquei de blusa, de tênis, de buff, comi sanduiche, ovo cozido, tomei coca, meu parceiro caprichou na vaselina e só então partimos para a segunda parte do trekking, renovados. Eu ainda levei um kit-kat na mão, bem feliz. Guartelá partiu antes de gente.

Logo no início desse trekking tínhamos uma escolha de caminho, tentamos seguir o que parecia mais fácil e depois de um tempo começamos a desconfiar. Azimute não estava mais batendo e a estrada, tomada de bananais e bifurcações parecia que terminaria a qualquer momento. Decidimos voltar. Nessa parte do trekking algo que eu temia aconteceu, comecei a sentir sinais de desidratação, sentia vontade de ir ao banheiro o tempo todo. Parei um bocado de vezes para regar o bananal. Para ajudar ... começou a chover.

Quando já estávamos no caminho correto encontramos o Nego e o Mildo, dupla Guartelá. Nossa, como é bom encontrar conhecidos no caminho, dá uma renovada, mudam os papos, as piadas (rsrs).
Antes de iniciarmos mais um trecho com indicativos de rumo deveríamos passar pelo PC11, virtual. Esse PC era para ser uma camisa de alguma das provas da Chauas, mas no local só havia um banner da Chauas, tá valendo. Ali por perto encontramos um quarteto perdido, disseram ter procurado bastante pelo PC sem encontra-lo, não entendemos nada porque não precisamos bater nenhuma cabeça para acha-lo. O quarteto veio junto.

Dali seguimos todos para o segundo trecho de rasga-mato pesado. Estava chovendo o trecho subia muito rápido, tinha muita lama e o que já era difícil ficou ainda pior. Literalmente me arrastei morro acima. Chegamos em um ponto onde não dava para continuar, tivemos que voltar um pouco. Encontramos um caminho um pouco melhor e a partir dali o grupo se separou, quarteto para um lado, duplas para o outro. Depois de se lanhar bastante e se grudar várias vezes em palmiteiros cheios de espinhos encontramos a trilha.

Começamos a descer tudo que subimos e no caminho passamos pelo PC12, o cara estava bem quentinho, dentro do carro (na hora bate uma vontadezinha, mas o parceiro já te olha de cara feia rsrs). A partir dali renasci de novo. Parei de fazer xixi e voltei a me sentir bem. Comi um pouco e saímos trotamos rumo ao P14/AT6.

Viva, vamos pedalar. Sério, umas das melhores coisas das Corridas de Aventura é essa troca de modalidades. Quando tu já não aguenta mais correr você senta na bike e tudo muda. Ficamos fortões de novo, quase zerados (rsrs), os amigos normais que ouvem isso não acredita, mas é assim mesmo. Esse trecho de bike seria de uns 33km. Largamos num asfaltinho (eeeee), podem me condenar, mas tem horas que pedalar no asfalto é mega bom (vai joga pedras).

Amanheceu e seguimos para a próxima parada, PC15, na praça. Ali trocamos nossos tênis pelas sapatilhas (com permissão da organização pudemos acessar o carro), porque a partir daquele ponto seria só bike e remo.

Meu parceiro viu uma padaria aberta e encasquetou que queria tomar café, falei para ele que a 3ª equipe devia estar na nossa cola, que esse tipo de parada demora demais, tem que fazer pedido, pagar e bla bla bla, mas ele insistiu, insistiu, e eu cedi. Sentamos, comemos (eu pão de queijo e ele coxinha) e tomamos coca e energético (meu Deus, que dieta saudável, ein?). Quando estávamos no caixa eis que vimos a 3ª dupla, nossos amigos da Tamujunto, Denise e Daniel passando. Só dei lancei aquele olhar fulminante para o Geovani, ele deu aquela risadinha sem graça e partimos.

Logo passamos a dupla, mas agora sabíamos o quão perto eles estavam, sabíamos também que eles estavam mais treinados no remo e que se não abríssemos na bike eles iriam nos passar no remo.
Pedalamos focados até o PC16/AT7. Nessa altura do campeonato meu parceiro não pensava mais em nada, só nas assaduras (que dó). Chegando no PC16 fomos informados que o remo havia sido cancelado (o caminhão com os barcos atolou) e que seguiríamos para os próximos PCs de bike. Isso daria mais uns 50k de pedal até o final (acho que deu mais). Mesmo cansados, essa mudança foi boa para nossa dupla, estávamos conseguindo manter um ritmo bom no pedal.


Quando passamos pela cidade novamente paramos para comprar água no posto. Nessa altura do campeonato qualquer parada é motivo para sentar, comer, Geovani foi tentar melhorar a situação das assaduras... nisso vi a dupla Guartelá passando. Meu receio era ver a dupla Tamujunto. Dei uma apressada no parceiro.

Seguimos para o PC17, segundo PC virtual. Nesse trecho pegamos um caminho errado e tivemos que voltar um bocadinho. Nessa hora eu já estava com tanto sono que dei umas belas piscadas em cima da bike. Ficava tentando me distrair, tapinha na cara, água, mas nada adiantava. Encontrado o caminho certo foi a vez do Geovani sentir aquele sono brabo. Paramos mais uma vez, sentamos, comemos, demos umas risadas da situação (sim porque o figura do parceiro já estava passando pomada até pedalando, uma mão no guidão e outra passando pomada, isso, bem lá nas partes).
Bora, que o PC17 está próximo.

Quando chegamos no PC17 o Geovani sentou num banquinho, debaixo de um sol de rachar (que graças a Deus apareceu poucas vezes durante o dia), e queria tirar um cochilinho (vê se mereço rsrs), eu além de não deixar fiquei cutucando ele para seguirmos. Nesse meio tempo quem aparece? Exato, a dupla Tamujunto, ainda zuando a gente: Vocês aqui? Estão esperando a gente? Só pude rir ...
Seguimos juntos, em alguns pontos nos separávamos, depois nos encontrávamos de novo. Só fiquei pensando em como ia ser tudo a partir daquele momento.

Numa das bifurcações passamos primeiro, viramos à direita e quando olhando para trás vimos que eles haviam virado à esquerda. Paramos para analisar o mapa, o caminho que escolhemos também nos levaria ao PC18, mas o caminho que a Tamujunto escolheu se mostrou mais fácil, voltamos.
Quando chegamos no PC18, onde teríamos acesso a nossa caixa novamente, a Tamujunto já havia passado. O staff nos falou que eles chegaram ali assinaram, nem mexeram na caixa, e saíram em disparada. Na hora fiquei um pouco confusa, sair correndo atrás deles ou parar, pegar algo para comer e depois partir. Escolhi a última opção (acho que pelo Geovani ele partiria mais rápido). Fiz xixi, peguei um sanduiche, tomei uma coca e me senti pronta. Bora...

Saímos a mil, Geovani me olhou e perguntou: quantos quilômetros tu achas que consegues andar nessa velocidade, pensei um pouco e respondi uns 7-8km. Ele falou, pois é são uns 30km até a chegada. Juro que gelei. Mas decidi partir para a morte. Pedalamos muito forte naquelas morrebas e nada de alcançar a Tamujunto, só pensava comigo, não é possível.

O trecho final era de uns 12km de asfalto. Combinamos de revezar o vácuo, primeiro cada um 2min ... acabamos baixando para 1min (tava fueda). Certamente fizemos o trecho de asfalto numa média perto de 35km/h, dada essa média, passados alguns kms tive certeza de que a dupla não estava na frente. Dito e feito. Assinamos o PC da chegada as 15h21. Nós jogamos no chão, mortos (mas realizados) e ficamos esperamos a Tamujunto chegar. Por fim soubemos que eles escolheram outro caminho.

Fomos para o Hotel, demos uma ajeitada no visu (se é que é possível depois de uma prova dessas) e voltamos para a pracinha, comemos e aguardamos a premiação.

Foi bom demais ver 3 equipes do Sul no Pódio: duas duplas mistas, Akva e Tamujunto, e uma dupla masculina, Guartelá. Além disso, chegaram próximos do pódio os quartetos Guartelá e Os Pamonhas. Superação total da galera toda.




Na segunda, tomamos café e partimos para Curitiba. Peguei meu carro e segui para Floripa. Passei no caminho para comer um pastel (na verdade comi dois) com caldo de cana (depois de uma prova dessas temos direito) e quem eu encontro? Advinhou? Isso, a dupla Tamujunto, sério, rimos muito. Já sai do carro procurando o PC ... onde eu assino?


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

3a Etapa do Catarinense - URUBICI SUB ZERO


Equipe: Koru
Atletas: Aline, Hans Peda, Leo e Barbosa
Data: 26/07/2015
Local: Urubici (SubZero)
Organização: Expave/Bituin
Distância: 120km
Modalidades: Trekking, Bike, Remo, Canoying



Como não conseguiríamos montar uma equipe para correr essa etapa do Catarinense aceitei o convite para correr com a Koru. Saímos de Floripa as 15h e chegamos em Urubici por volta das 19h. Chegando lá fizemos o checkin básico e juntamos um pessoal para preparar o corpinho pelo que nos esperaria no próximo dia. Bora comer pizza.
A largada estava marcada para as 2h da manhã na Pousada Cascata do Avencal, mas acabou acontecendo as 3h.

Como a largada seria as 2h não reservamos pousada, nem levamos as tralhas de acampamento (furada total). Estávamos com tudo pronto as 23h ... o que fazer até a largada? Tentamos descansar um pouco no carro, mas o frio era tanto (eu não tinha nem um cobertorzinho, nem parece que vive na roubada) que não consegui pregar o olho.

Fiquei no carro prontinha para a largada: calça, blusa de bike + blusa térmica + anorak + cachecol e uma meia extra. 


Tenho dificuldade para dormir se não estou quentinha, mas, mesmo assim, lá pelas tantas acabei cochilando ... bem nessa hora (pelo menos foi o que pareceu) ligaram um som bagaceira bemmmm alto e um dos organizadores começou a falar no microfone (eram umas 2h15 da manhã). Ele gritava: vamos acordar cambada ... e por fim falou: o mapa da prova está no lago, vocês tem que ir lá pegar (e se divertia).

Graças a Deus que não precisou realmente entrar no lago. O mapa foi pescado pelo Leo, que só precisou molhar os pés ... naquele frio (quase 0oC) só de pensar já me dói. 

Analisamos o mapa, pegamos o race book, plastificamos tudo e começamos a bolar nossa estratégia para a prova.

Estávamos numa das partes altas da cidade, na cachoeira do Avencal, ali perto da casinha da foto:

Largaram 9 quartetos (categoria expedição) e 20 duplas, bastante gente para uma corrida de aventura no Sul.

O primeiro trecho era um pedal de 75km. Iniciamos a descida até o centro da cidade, parando no caminho para buscar um PC na parte baixa da Cachoeira do Avencal. Não precisava toda a equipe ir, o Peda se encarregou dessa parte (sim, ele teve que molhar os pés na cachoeira). Estava muitoooo frio. Mesmo fazendo força pra caramba no pedal os dedinhos da mão e dos pés não descongelavam.


Já na cidade, subimos a serra como se fossemos voltar para casa, mas antes do topo desviamos o caminho para a esquerda. A partir dali abriu-se um mundo novo para mim. Já havia me aventurado por Urubici diversas vezes, mas nunca naquela região. Só fui me localizar novamente no primeiro AT, sitio das 7 cachoeiras.


O percurso de bike era de muitos sobe e desce (quem conhece Urubici pode imaginar), passando ao lado de um pasto branquinho da geada. Além disso, fomos presenteados com um nascer do sol simplesmente incrível. Nunca vou esquecer essas imagens.

Lá pelo km 30 um dos meninos da equipe começou a ficar para trás. Estávamos impondo um ritmo forte e acabou sendo demais para ele. Ele chegou a cogitar desistir da prova. Nessa hora eu gelei ... conversamos, acalmamos o colega, diminuímos o ritmo e continuamos a prova. Ainda tínhamos praticamente 50kms só de bike pela frente.


O dia começou a clarear e foi um espetáculo. Aquela paisagem de interior, com muitas montanhas, araucárias e o solzão mega laranja surgindo. Simplesmente D+




Mesmo diminuindo o ritmo, chegamos no AT1 (área de transição de modalidade) em 5o lugar.

Dali saímos num trekkingzinho de 7km. Estávamos vendo a 4a equipe, mas não estávamos bem o suficiente para passá-los, além disso, um dos meninos da nossa equipe correu de sapatilha de bike (a informação inicial era de que o trekking seria de 2km).

Depois do trekking remamos 7km. O remo era meu maior medo (dado o frio que fazia), mas sabe que nem foi tão ruim.

Só depois do remo é que comecei a tirar algumas das camadas de blusas que estava usando ... olha que já eram quase 10h.
Chegamos ao AT e entregamos os ducks as 10h18. Tinha um corte de tempo ali, as 10h e nem nos tocamos. Ficamos super chateados porque fomos cortados e não poderíamos fazer o ultimo trekking (de 22km), depois do canoying nas 7 cachoeiras.

Já conhecia o canoying, simplesmente LINDO! Se chama 7 Cachoeiras, mas passa por mais de 10 quedas.


Terminado o canoying pegamos as bikes e seguimos para o final da prova, mesmo local da largada. Mas como descemos tudo no inicio, para chegar lá tivemos que subir bastante ... 

Nosso amigo quebradinho sofreu nesse ultimo trecho. Tentamos empurrar, amarrar as bikes ... mas ele subiu mesmo foi empurrando a bike (um dos meninos subia com sua bike e voltava para pegar a dele).

Foi dureza.

Terminamos a prova umas 14h15 ... fechando umas 11h de prova.

Certamente a prova foi dura para todos, a prova disso é que mantivemos o 5o lugar, sendo que só as 4 primeiras equipes puderam fazer o trekking final.

As equipes que chegaram em primeiro e segundo eram muito fortes: Nossa Vida, que esta treinando para o mundial de corrida de aventura, que será no Pantanal, Chivunk que está em primeiro no ranking brasileiro de corridas de aventuras e Go Crazi Aska,  mas se estivéssemos bem certamente poderíamos disputar o 4o lugar.

Corrida de aventura é assim ... 

E aí se animou?

A próxima etapa do Catarinense será aqui em Floripa. Quer correr?
Mais infos em: http://www.expedicaoeaventura.com.br/

terça-feira, 8 de setembro de 2015

10a Papaventuras e 2a Etapa do CCCA

10a Papaventuras

Equipe: Paz na Terra
Atletas: Aline, Ramiro, Pedro Pinheiro e Zanga
Data: 16/05/2015
Local: Venâncio Aires
Organização: Instituto Papaventuras
Distância: 60km
Modalidades: Trekking, Bike, BóiaCross, Falsa Baiana

Fomos intimados pelo Pedro a participarmos da 10a Papaventura. Os organizadores, Valmir e Rose, são super amigos dele e ele não poderia não ir. 
Sabemos que ir correr em outra cidade, longe, é sempre mais difícil, mas, motivados pelo resultado da 1a Etapa do CCCA resolvemos encarar o desafio.

Estávamos Eu, Ramiro e Pedro e ainda precisávamos de um 4o elemento. O Jonas nos sugeriu o Zanga, que havia corrido uma corrida dura em dupla (a primeira dele) e havia ficado em 1o lugar. Além desse feito, o Zanga foi campeão brasileiro de remo. 
Ele topou!

Viajamos grande parte do sábado e chegamos a Venâncio Aires já a noite.
Chegando lá podemos ver o prestigio do pessoal da Papaventuras. O ginásio estava lotado e o clima era muito familiar.




Depois do briefing rolou um jantar, essencial para prepararmos o corpinho para o dia seguinte. Pancinha cheia, montamos nosso acampamento na academia da Rose. Já passava das 00h, tratamos logo de dormir porque a largada seria as 6h da manhã.

Acordamos, tomamos aquele café, preparamos todos os equipos e fomos para a largada. Ainda estava escuro, nublado e frio. 

A promessa era de uma prova dura. Segundo me contaram na ultima papaventuras apenas 1 equipe terminou a prova
(assustador, não? rsrs).

Largamos no trekking e fomos forte em busca dos primeiros PCs. Como estava muito nublado, não foi tão fácil encontrar e muitas equipes se acumularam. Foi bonito de se ver todos correndo de um lado para o outro nos canaviais procurando o PC. Pegamos o PC e seguimos adiante.




Lembro de ter corrido muito antes de pegar a bike, mas segundo a organização, o primeiro trekking era de 8,5km (rsrs).
Quando pegamos a bike estávamos em 3o lugar. Atras da Nossa Vida e da Krakatoa. Essa etapa de bike e o segundo trekking até que foram tranquilos, demos uns perdidos, mas nada muitooo grave.


Foto: Ekonova Adventure


Foto: Ekonova Adventure

No segundo trecho de bike, ai sim, nos perdemos bonito (ou feio). Passamos direto numa bifurcação, o que nos fez descer e subir uma trilha não pedalável, empurra bike do inicio ao fim. Assim que identificamos o erro, não sabíamos se o melhor a fazer era voltar tudo ou sair dali e começar o trecho novamente. Optamos por sair dali, mas isso não foi nada fácil. A trilha terminou num matagal e tivemos que fazer um rasga mato para encontrar a estrada. Não estávamos sozinhos nessa, haviam mais 2 duplas, sendo que uma das duplas acabou desistindo após sairmos do mato. 









Voltamos ao inicio da trilha e pegamos a tal bifurcação.  O problema é que acabamos perdendo muito tempo, o que nos fez levar um corte logo na sequência (triste). Já eram umas 15h e fomos orientados a seguir de bike para o final da prova. Ficamos tristes, mas fazer o que, né?

Enchemos as mochilas de tangerina e seguimos para a chegada.
Essa prova vai ficar na minha memória pela quantidade de pés de tangerina no caminho. Praticamente não precisei repor minha água, me hidratando de forma saudável com muita tangerina.
:D







2a Etapa do CCCA - Botuverá

Equipe: Paz na Terra
Atletas: Aline, Ramiro, Pedro Castilho e Zanga
Data: 24/05/2015
Local: Botuverá
Organização: Eco Race
Distância: 65km
Modalidades: Trekking, Bike, Canoying, Canoagem

Uma semana depois da prova de Venâncio Aires aconteceu a 2a etapa do Catarinense. Durante a semana tivemos a notícia de que o Pedro Pinheiro não poderia correr e conversando com a equipe o Pedro Castilho aceitou substituí-lo. 

Chegamos em Botuverá a tarde. O local da prova era lindo. Um sitio enorme, com cabanas e até uma cachoeira. 
Nessa prova a Paz na Terra correu com um quarteto e uma dupla, bom demais.
As duas equipes estavam hospedadas numa das cabanas. 

A noite tivemos a entrega dos mapas, junto com um briefing seguido de um jantar. Após o jantar sentamos e ficamos estudando o mapa. As altimetrias assustaram um pouco.

Assim como a Papaventuras, a prova de Botuverá também largou na madrugada e com muita neblina.
Iniciamos subindo e na sequência já tivemos que encarar um Canoying. 
Estávamos indo muito bem, entre os primeiros, até o (maldito) 4o PC. Esse PC deveria estar numa ilha por onde passaríamos durante o canoying, mas devido a escuridão e a quantidade de pessoas passando junto acabamos passando direto. 
Quando nos demos conta voltamos para buscá-lo, mas mesmo assim não foi fácil. Vasculhamos o local 3x até encontrá-lo. Perdemos muito tempo, tempo suficiente para não vermos nem ouvirmos mais vozes. 

Saindo dali encontramos nossos amigos da Paz na Terra que estavam correndo em dupla e seguimos com eles.
A partir dai também diminuímos consideravelmente o ritmo. O fato de termos nos "perdido" tão feio acabou nos abalando.
Depois de mais algumas subidas tivemos um trecho curto de bike e seguimos para o maior desafio da prova, um trekking de mais de 1000m. A subida era por estradão e, durante o percurso, um dos nossos colegas se mostrou muito cansado. Subimos devagar, respeitando seu ritmo.

No topo do pico foi difícil encontrar a prometida trilha. Até hoje acho que o que fizemos foi um rasga mato, mas na hora me garantiram que estávamos no caminho correto. Depois do rasga mato, muitas subidas e pedra encontramos a trilha. A trilha era cheia de bifurcações e precisamos parar algumas vezes e nos certificar de que estávamos no caminho correto.

Terminada a descida teríamos mais um longo trecho de bike, mas fomos cortados (de novo) e orientados a seguir para a chegada. Mesmo tendo "apenas" que seguir para a chegada não foi fácil. Além do cansaço, tivemos que encarar uma baita chuva. 

Os ânimos da equipe não estavam dos melhores e meio que cada um seguiu seu caminho (claro que o Ramiro ficou comigo). Isso me deixou bastante abalada e me questionando a respeito das corridas de aventura em quarteto. 
Por fim chegamos todos "inteiros". 
A prova não foi fácil para ninguém e fiquei feliz de terminá-la.

segunda-feira, 23 de março de 2015

1a Etapa Circuito Catarinense de Corrida de Aventura 2015

Equipe: Paz na Terra
Atletas: Aline, Ramiro, Pedro Pinheiro e Andrino
Data: 16/03/2015
Local: Presidente Nereu
Organização: Essa É Nossa Vida
Distância: 60km
Modalidades: MTB, Remo, Trekking, Rapel

Após um ano de muitas aventuras, mal podia esperar pelo inicio do Circuito Catarinense de Corrida de Aventura 2015 (CCCA).

Demoramos um pouco para definir nossa participação, principalmente porque eu estava na eminência de viajar a trabalho.

Não conseguimos realizar nenhum treino em equipe, mas mesmo assim estávamos todos animados, principalmente devido ao retorno do Pedro, após o grave acidente ocorrido em novembro/2014.

No meu caso havia mais um motivo de felicidade, seria minha primeira corrida com o Ramiro. Estamos juntos desde dezembro e fomos unidos pela Corrida de Aventura.

A largada da prova seria as 4h30, neste caso, era importante dormirmos no local. Eu, Ramiro e Andrino saímos de Floripa as 14h30 e o Pedro só conseguiu sair depois das 20h.



Chegando no local, pegamos nossos kits, montamos acampamento, e ficamos de conversa com alguns colegas que não víamos fazia tempo. 

A entrega dos mapas e o briefing foi umas 20h. Tentei fazer algumas anotações porque o Pedro, nosso orientador, não estava presente. De posse dos mapas e das informações necessárias fizemos algumas anotações no road book e definimos os trajetos principais.

Tivemos um jantar de massas, delicioso por sinal, e depois disso, já por volta das 22h, começamos a nos preparar para dormir.

Todas os atletas optaram por acampar numa área coberta disponibilizada pela organização, imagine o barulho que ficaram fazendo até altas horas, apoiados por nosso atleta Pedro que chegou depois da meia noite apavorando. Para não dizer que não dormi, dei um a pregada nos olhos por volta da 1h da manhã.

Levantamos as 3h20, tomamos um baita café e começamos a nos preparar para a largada.
Além da prova estar marcando o retorno do Pedro, ainda era aniversário dele, isso nos animou ainda mais.

A largada foi as 4h40, de bike. Inicialmente ficamos meio perdidos no meio de tantas bikes e no escuro, para terem uma ideia fomos encontrar o Andrino depois de uns 7km de pedal, segundo ele a corrente caiu e travou bem na largada. 



Já de cara começamos a subir, subir, subir ... senti o peso do exagero no café da manhã (espero aprender um dia). Suava e tinha vontade de vomitar. 
Depois de tanto subir, fomos "presenteados" com uma descida alucinante (o road book já havia avisado: cuidado com a descida).

No final da descida estava o AT1 (até que passou rápido), onde largamos a bike e iniciamos um remo de uns 13km. Foram umas 3h remando. O rio estava baixo e tivemos que descer do duck muitaaaaas vezes para desencalhar. Senti a falta de treinos, não remava desde novembro/2014.

No AT2 iniciamos o trekking, conferi a planilha do fiscal e vi que estávamos em 3o lugar (ou 2o, porque a segunda equipe, Audax, havia perdido o mapa), a 23 min da equipe Chivunk. Isso animou bastante a equipe, até então pensava que estávamos muito mal.

Iniciamos o trekking. Depois de alguns quilômetros atravessamos um rio e precisávamos encontrar uma trilha. No briefing o Jonas já havia comentado que a trilha era difícil de encontrar, mas não achei que seria para tanto. Perdemos uma meia hora por ali, juntos com a equipe Audax.
Durante o trekking tivemos que definir nossa estratégia, haviam muitos PCs facultativos, mas não conseguiríamos pegar todos, porque havia horário de corte no AT3 (13h30).

Pegamos 2 dos PCs facultativos e chegamos no AT3 as 12h29. Para nossa surpresa estávamos em primeiro lugar. As próximas equipes teriam ainda 1h para chegar ao AT3 sem corte. 

Nossa estratégia foi muito boa, haja visto que tinhámos até as 14h para chegar ao AT4, mas o trajeto de bike não era tão simples assim, haviam muitas subidas e o sol estava escaldando. Foi dureza. 

Chegamos no AT4 as 13h49, largamos as bikes e fomos caminhando ao AT5, onde faríamos um rapel. Fomos o primeiro e único quarteto a chegar no AT5 sem corte. Nesse momento sabíamos que seríamos campeões, para isso só precisaríamos cumprir o resto da prova: 1 rapel + 3 PCs. Tiramos de letra.

Esse foi um dos motivos pelos quais a corrida de aventura me conquistou, você precisa ser forte, claro, mas o mais forte nem sempre é o vencedor. O resultado de uma CA depende de uma equipe uniforme, orientação e de uma boa estratégia.

A premiação teve direito a buque de flores para mim (a menina da equipe) e banho de espumante ... sensacional.





Parabéns a organização IMPECÁVEL da Essa é Nossa Vida e que venham as próximas etapas.

quarta-feira, 18 de março de 2015

2014 o ano da Corrida de Aventura

No final de 2013, durante um pedal de confraternização do Grupo dos Bananinhas, recebi um convite de dois colegas, Marco e Sandro, queriam retornar as corridas de aventura e precisavam de uma menina para compor a equipe. A ideia era participarmos do Circuito Catarinense de Corrida de Aventura (CCCA), durante todo o ano de 2014.

Já havia participado de algumas corridas de aventura representando a Tractebel nos jogos do SESI, mas se tratavam de provas mais simples... aceitar correr o Catarinense foi aceitar um desafio.

O CCCA contou com 5 etapas: Rio do Sul, Guabiruba, Gaspar, Pomerode e  Agronômica, sendo que as 4 primeiras de cerca de 60km e a ultima de 130km.

Corri 4 das 5 etapas e o que posso dizer que foi um aprendizado e tanto.
Ficamos em 2o lugar geral do CCCA o que nos classificou para a final do Campeonato Brasileiro de Corrida de Aventura - CBCA. 
  





Antes de pensar em Brasileiro, a equipe Chivunk, que se classificou como 1o lugar no Catarinense, me convidou para substituir a menina deles, Andreia, na Expedição Xokleng.
Na hora achei que o Gerson, que foi quem me convidou, estava louco. 
Sabia da dureza que seria aquela prova, de 200km, e sabia que não estava nem de perto preparada para acompanhar a equipe, que é muito forte.

Acabei cedendo as investidas do Gerson.
Na Xokleng largamos Eu, Gerson, Andrino e Sandro (praticamente a Equipe Paz na Terra). Completamos a prova em quase 24h, o tempo limite. Foi super duro para mim. Fomos a segunda equipe a chegar. 







Terminei a prova acabada. Mesmo com sentimento de superação e de tarefa cumprida, se me perguntasse naquele dia se eu faria aquilo de novo diria: NUNCA MAIS. Passados uns 4 dias já podia pensar novamente em CAs.

Nesse momento veio a segunda investida do Gerson, participar da 3a Etapa do Circuito Pró Adventure, no Paraná. Seria mais uma prova de 200km e nosso objetivo seria aproveitar a prova para treinar para o Brasileiro.

Na Pro Adventure largamos Eu, Gerson, Andreia e Pedro Pinheiro.
Foi mais uma prova super dura, mas dessa vez acho que já estava um pouquinho mais calejada.
O que mais pegou nessa prova foi o terreno, sempre com muitas pedras. O pedal se tornou algo mega desconfortável, depois de 10h pedalando, doía tudo. Sorte que o clima da equipe era tão bom que riamos da nossa própria desgraça (rsrs).
Terminamos essa prova em 1o lugar, após 26h. Fomos o único quarteto a terminar a prova.




 





Após esse período eu já não era mais a mesma. Havia treinado forte tanto para a Xokleng quanto para a Pró Adventure, como os meninos diziam, estava me tornando um monstrinho, embrutecendo.

Era só manter os treinos que certamente teria condições de finalizar a prova do Brasileiro.
Definimos a equipe para o Brasileiro: Eu, Pedro, Ramiro e Leo. Passamos a treinar forte. Os meninos sempre me puxando para treinos cada vez mais duros. Eu estava dando conta e, além disso, me divertindo, o que também é importante.

Faltando uma semana para o grande dia, decidimos fazer um treino longo, como um simulado.
Sairíamos do rancho do Pedro, subiríamos o Cambirela, na volta remaríamos e seguiríamos num pedal noturno.

No dia do simulado aconteceu um acidente na descida do Cambirela. Nosso amigo Pedro despencou de uns 40m. Precisou ser salvo pela equipe de resgate de helicóptero. Foram cenas de filme, um filme da qual não queria ter participado, mas graças a Deus com um final feliz.

Não corremos o Brasileiro.

Eu e o Ramiro fomos até o Espírito Santo acompanhar a prova, e tivemos o prazer de ver a Chivunk (Gerson, Andreia, Flavio e Bhernar) ser campeã nacional, uma vitória e tanto.
A dupla Essa é Nossa Vida, composta pelos queridos Jonas e Felipe, também ficaram em 1o lugar.
Além do mérito dos próprios atletas, não podemos deixar de elogiar os organizadores do CCCA, que nos propiciaram um ano de muitas aventuras. Essa dobradinha mostrou ao país que temos sim atletas fortes e muita aventura aqui  no sul.




Correr as provas de corrida de aventura me afastou um pouco dos pedais em grupo, dos passeios de bike nos finais de semana, de alguns amigos, mas me trouxe muita coisa boa:
- Conheci pessoas maravilhosas, que provavelmente nunca conheceria;
- Conheci lugares maravilhosos, que provavelmente nunca conheceria;
- Descobri que sou muito mais forte do que jamais imaginei;
- E o melhor de tudo ... durante a preparação para a final do CBCA, conheci meu grande amor, Ramiro.