Percurso: Paulo Lopes - Laranjal - Imaruí Ciclistas: Aline, Claudia e Davi
Colocamos as 3 bikes no carro do Davi e saímos da casa da Clau, em Campinas, por volta das 8h30, em direção ao sitio do Gil, amigo do Davi. Estávamos planejando este pedal há algum tempo, mas sempre aparecia algum impedimento.
Ao chegar em Paulo Lopes, saímos da BR, percorremos uns 2km de estrada de chão e chegamos ao sitio. Nem acreditei, o local é incrível, lindíssimo.
O Gil ficou super animado com a visita surpresa (já havíamos marcado tantas vezes que desta vez decidimos simplesmente aparecer.
Conversamos um pouco sobre os possíveis trajetos de pedal e, por fim, decidimos ir no sentindo Imaruí, trajeto todo em estrada de chão. De Imaruí poderíamos chegar até Laguna.
Saímos do sitio às 10h30. Pegamos a estrada sentido Imaruí e, ao virar a primeira curva, já nos deparamos com um dos morrinhos do trajeto (sem nem aquecer fica difícil, né?!), mas nada poderia tirar nosso animo naquele momento. Estavámos todos com o sorriso na orelha.
Havia comido uma tacinha de granola com iogurte às 7h30, já estava com bastante fome. Ainda bem que eu não era a única. Não demorou para eu perceber que a Clau, assim como eu, estava de olhos nos pés de laranja e bergamota do caminho.
A intenção era encontrar um pé de bergamota carregadinho, a beira da estrada. Visualizei um e dei a dica. Paramos. Para nossa surpresa não era bergamota, mas sim laranja.
Alugamos o Davi para apanhar algumas.
Ninguém tinha faca ou canivete, mas tudo bem ... a Clau, super ninja, descascou umas 5 laranjas com a espatúla de trocar pneu (detalhe a espátula era de plástico).
Continuamos pedalando, mas eu ainda não havia desistido, continuei de olho nas árvores. Passados uns 3km avistei um pé carregadinho, e agora sim, eram bergamotas.
Já fui apanhando as que estavam ao meu alcance e incubimos o Davi de pegar algumas mais madurinhas num pé logo após a cerca. Coitado do Davi, sofreu neste pedal de maioria feminina.
Barriguinha bem cheia, continuamos o pedal.
A estrada estava bem boa. No nosso campo de visão: muito verde, montanhas, rios, plantações, poucas casas, bois, vacas, carneiros, ovelhas, cabras, bodes, cachorros ...
As horas foram passando e comoçamos a nos questionar: quantos quilometros faltam para o restaurante mais próximo?
Encontramos o primeiro boteco do caminho por volta do meio dia, após 10km de pedal. Muita bebida e nada de interessante para comer. Optamos por uma paçoquinha. Pedimos informações sobre o trajeto e descobrimos que faltavam cerca de 30km para o asfalto.
Seguimos parando de bar em bar. Um com mais cara de buteco que o outro. Num deles havia apenas uma mesa de sinuca e garrafas de pinga. A informação nesse último é de que encontraríamos um bar com comida nos próximos 2km. Ficamos animados.
Chegando no tal bar fomos informados de que, excepcionalmente naquele dia, não haviam fornecido os salgados que costumam vender. Imagine nossa tristeza.
Havia uma turma no bar, jogando bocha, tomando cerveja e comendo churrasco. Viram nosso desespero e compartilharam seu churrasquinho conosco. Trouxeram um prato de ligüicinha e outro de carne.
Me dei suuuuper mal, né?! Para quem não sabe, sou vegetariana. Acabei comendo 2 pacotinhos de rufles (genérico) e uma pepsi, suuuper saudável, meu Deussss.
Segundo informações, faltavam ainda 19km para o asfalto. Já havíamos pedalado 22km, já eram umas 13h e decidimos continuar a exploração numa próxima oportunidade.
Voltamos num ritmo tranquilo aproveitando o visual, conversando e planejando novas aventuras.
Paramos para algumas fotos.
Pedal finalizado no sitio às 15h30.
O Gil não estava. Aproveitei para tirar algumas fotos do sistio (como eu havia carregado minha câmara nova, que é grande, até lá, nada mais justo).
Assim que o Gil chegou nos preparou um café, feito com coador. Que delícia. Super agilizado, pediu para que ficássemos, pois iria prapar uma sopinha de verduras ... e já foi preparando.
Continuamos a conversa, agora pertinho do fogão a lenha. A noite foi caindo e, junto dela, veio o friozinho típico do interior.
Na espera da sopa ficamos assistindo um DVD super legal: The Originals.
A banda The Originals é formada pelos integrantes originais das mais famosas bandas de rock dos anos 60 e 70. Almir, Pedrinho, Cleudir e Miguel (todos ex-Fevers); Netinho e Nenê (Os Incríveis), Ed Wilson (ex-Renato e seus Blue Caps). O DVD conta com participação especial de Michael Sullivan, Lobão, Chorão, Paulo Miklos Erasmo Carlos e Renato Barros, cantando grandes sucessos da Jovem Guarda, como "Vem Quente que Eu Estou Fervendo" e "Festa de Arromba".
Sopinha feita em panela de barro e fogão a lenha pronta, nos servimos, num pratinho também de barro e nos delicíamos com a experiência do Gil.
A noite estava ótima, mas era hora de irmos embora, todos precisavam de um banho, alguns de roupas limpas (a Clau já estava arrumadinha).
Nos despedindo prometendo que na próxima visita acamparíamos na casa e que, certamente traríamos um vinhozinho. O local pede.
A proposta inicial do pedal de sábado era ir pedalar em Garopaba com o grupo de sempre (Davi, Clau, Mauricio e Gu), pedal que estavámos planejando a tempos. O Mauricio não pode participar, o Davi estava gripado e ... acabamos cancelando o pedal.
Sem uma confirmação de que teríamos pedal, decidi aceitar o convite do Colega Jean, vulgo Panda, postado no grupo Pedal Continente.
Percurso: Kobrasol - Morro da Russia - Três Riachos - Limeira - Rio Farias - Antônio Carlos - Biguaçu - Kobrasol
Participantes: Aline, Jean, Seu Delfim, Jairo, Pedro e Mauricio.
Saímos do Kobrasol exatamente as 7h59, como já havia sido avisado insistentemente pelo Jean. Olhando para o céu percebi que o risco de chuva era altíssimo.
Não deu outra, assim que pegamos a BR-101, rumo ao Sul, começou a chover. Como a chuvinha estava fraca, continuamos o pedal.
Passando por Forquilhinhas a chuva engrossou. Resolvemos parar para colocar as capas de chuva. Na saída, constatei que meu pneu dianteiro estava furado. Jean, Maurício e Jairo já haviam disparado e o Pedro saiu na correria para avisá-los. Seu Delfim ficou para me ajudar na troca.
Pneu trocado, iniciamos a correria para alcançar o grupo. Cheguei a ficar preocupada, pedalamos uns 5km e nada. Quando já estava desanimando encontramos todos voltando ao nosso encontro.
A chuva logo parou e continuamos pedalando em ritmo forte. Isso até chegar no morrinho da Russia.
O morrinho é pesadinho, mas todos zeraram tranquilo, acho que estavam com sede de pedal, seu Delfim e Pedro disseram que estavam sem pedalar há 15 dias.
Na descida do morro paramos para dar uma assitência ao Mauricio, o coitado não estava conseguindo engatar a vovozinha. Dá uma olhada na quantidade de lama na cara:
Passamos por uns caminhos na Russia desconhecidos para mim, achei super legal, a Rússia é um bairro de Biguaçu, ou seja, minha terrinha. Paradinha para consertar a corrente do Jean que quebrou (fiquei de olho para ver se aprendo):
Podia quebrar perto de um pé de Poacan né Jean?!
Da Russia saímos na entrada da SE Biguaçu, este caminho eu conheço bem, até sugeri algumas alterações no percurso proposto pelo Jean. Seguimos até 3 Riachos e de 3 Riachos em direção a Limeira. Nesse momento o Mauricio abandonou o grupo, segundo os colegas tinha hora marcada com a patroa (minha colega Edna) (hihihi). Na Limeira seguimos rumo ao desconhecido novamente, trajeto muito legal, margeando um rio, com paisagens incríveis. Fomos parar no Rio Farias, perto de Rachadel (Antônio Carlos). Tenho parentes que moram por aquela região, mas nunca visitei-os.
Hora do lanchinho (uhuuuuu). Já eram 12h e eu pelo menos estava com muita fome.
Paramos num butequinho super simpático, o dono foi super atencioso, até me preparou um X-Salada sem hamburguer, só com salada. Os garotos preferiram uma coxinhas frita na hora. Segundo eles estava muito boa.
Saímos de Rio Farias em direção a Antônio Carlos. Tiramos uma foto na pracinha, na sequência paramos para um caldo de cana e, na saída, mais um pneu furado, dessa vez do seu Delfim (nem vou falar que ele ficou se falando no bar que seu pneu nunca furou depois que ele colocou Mr.Tuff).
Decidimos seguir pela SC 408 em direção a Biguaçu, alguns estavam desesperados com a idéia de passar pelo morrinho da Russia novamente.
Em Biguaçu paramos no posto, tomamos um picolé e seguimos até o Kobrasol, nosso ponto final. Pedal finalizado perto das 15h.
Aproveitando as festas em comemoração ao aniversário da cidade de Biguaçu decidimos convidar alguns amigos para conhecer o nosso grupo, MTB Biguaçu, e as maravilhas da cidade.
Chamei os amigos do pedal de sábado: Clau, Davi, Gustavo, Mauricio e Guilherme e o pessoal do Pedal Continente. Apareceram Clau, Davi, Gu, João, Luciano e o Ricardo.
Já na chegada encontrei o pessoal do Pedaladas, que só conhecia via blog. As aventuras relatadas são muito divertidas.
O pedal se iniciou as 15h30, com cerca de 25 ciclistsas, em direção a 3 Riachos.
Já no interior da cidade, aproveitamos o que o campo oferece de melhor, frutas no pé. Fizemos algumas paradas, nos abastecer de Bergamotas e Pocans, seguindo o trajeto proposto pelo Tuquinha, organizador do passeio.
O trajeto do pedal foi praticamente estrada de chão o que deixou a galera super livre e animada.
No caminho de volta tivemos a companhia de uma bela chuva, que gelou até a alma.
O pedal foi concluído na pracinha, após 45km pedalados. A galera, mesmo molhada se animou no lanchinho árabe. Eu, a Clau e o Gu fomos para minha casa, lavamos a bike, tomamos um banhinho quente e um chazinho com biscoitos para manter a gripe longe.
Trajeto: Biguaçu - Três Riachos (em direção a Ant. Carlos) - Três Riachos (em direção ao Prado) - Biguaçu
Noite linda, galera animada, combinação ideal para um pedal. Saimos da praça de Biguaçu com aquele atrasozinho normal do grupo (rsrsrs), espera um, liga para o outro, foto... ainda passamos no posto para encher alguns pneus.
Confesso que estava pilhadinha para pedalar (não havia pedalado no último final de semana), tomei a frente e já fui puxando a galera num ritmo mais acelerado.
A melhor parte do pedal começou quando chegamos a Três Riachos e adentramos nas vias de estrada de chão, antes de começar a comer poeira, uma paradinha para reunir o grupo e admirar o maravilhoso céu, muitíssimo estrelado.
Nessa parte do trajeto continuei me mantendo na dianteira, mas agora po outro motivo: "chupinhar" o farol do João já que eu estava apenas com um sinalizador. Nos momentos em que tomava distância não enchergava mais nada.
Percorremos o trajeto que cruza 3 Riachos em direção à Antonio Carlos. Percurso de muitas subidas e descidas, mas com estrada em ótimas condições. Chegando a Antônio Carlos, pausa no posto para reabastecer com água e paçoquinha.
Retornamos por outro caminho, também de estrada de chão, passando pela Subestão Biguaçu e seguindo em direção ao Prado. Achei o máximo porque não conhecia esta estrada. Não consegui acompanhar o João em todas as subidas (o bichinho é invocado) e nesses momentos tive que ir com calma para não "agarrar" o mato.
Pedal finalizado as 23h20, na pracinha de Bigua. Gostei de ver, a galera está pedalando forte e se mantém muito animada, se despediram já marcando o pedal de sábado.
06/05/11
O pedal de hoje não foi realmente um pedal, mas sim uma aula de spinning na academia (hahaha), vale?
Hoje rolou nosso já certo pedal de sábado. Saímos Eu, Claudia e Davi, do Kobrasol em direção a Lagoa da Conceição, neste sábado mas tarde do que de custume, por volta das 10h30. No topo do morro, pausa para uma fotinho (e para descansar, é claro).
Antes da descida alucinante combinamos o local de encontro: Café Cultura.
Chegamos ao café lá pelas 11h30, Eu, que não havia tomado café da manhã, já estava verde de fome. Tomei um açai pensando: o friozinho tá chegando e daqui para frente vai ficar difícil encarar algo tão gelado. O Davi me imitou (rsrsrs) e a Clau ficou na saladinha (muito light essa minha amiga). Relaxamos na conversa e nos planos para os próximos pedais ...
Sábado é dia de pedal longo e, para aumentar um pouco a kilometragem, fomos até Joaquina. No caminho havia muita Duna na estrada, quase atolei. Na praia, maré alta e uma galera jogando frescobol, parecia um campeonato com todas aquelas bolinhas. Mais um registro do pedal:
(as bolinhas estavam no lado esquerdo da praia ;))
Aproveitamos a pauda para decidir o caminho de volta, votei em irmos pelo Campeche (queria fugir do morrinho rsrsr), o pessoal aceitou. Passando pela Avenida Campeche, parei perto do Davi e comentei, nossa já estou com fome de novo, o Davi foi super parceiro afirmando estar na mesma situação. Combinamos que a próxima parada seria numa padaria indicado pela Clau, conhecedora da região.
Já na padaria optei por algo mais consistente, sanduiche e suco de laranja e para sobremesa docinho de coco e broa (hummmmm). Por fim pensei até em ampliar um pouco mais o pedal para queimar todas as calorias (hihihi).
Chegando ao Kobrasol Eu e a Clau papeamos mais um pocadinho, esperando o Davi buscar a chave do apê levada pelo Gu. Hora de ir para casa (hora do banho). ;)
08/05/11
Percurso: Biguaçu - Três Riachos - Antônio Carlos - Biguaçu
Recebi a visita de meu amigo cicloturista Nelson, que a tempos não via. Para prestigiá-lo, nada melhor do que um belo pedal. Como ele não conhece a região fiz um dos pedais que sempre faço com o grupo de Bigua.
O Nelson adorou toda aqeula tranquilidade do interior, disse que não pedalava em estrada de chão fazia muito tempo.
O pedal foi super fluído. Só paramos pq insisti com o Nelson para tirarmos uma fotinho, o por do sol estava algo incrivel.
Saímos na SC 405, que leva a Ant. Carlos e seguimos por ela até a pracinha. Olhando o céu podia-se ver que a chuva estava bem próxima, já havia suspeitado dessa possibilidade antes mesmo de sair de casa. Decidimos pegar o caminho mais curto para a voltar para casa, via BR.
A volta foi tensa, devido a chuva que estava para cair escureceu super rápido. O Nelson estava sem luzes, a SC não tem acostamento e, para finalizar, ainda enfrentamos um forte vento contra. Mesmo assim sugeri uma paradinha para um caldo de cana. Adoroooo. :)
Energioas repostas ao dar continuidade na pedalada ao Nelson que fosse na minha frente já que ele estava sem luzes. Nos momento em que ele se afastava um pouco eu não o enxergava mais, isso me deixou um tanto preocupada. A chuva realmente caiu, mas de forma suave.
Chegamos em casa em segurança e satisfeitos pelo pedalzinho.
Neste feriado aceitei o desafio proposto por alguns amigos (Claudia, Davi, Mauricio): "Peregrinar até Angelina".
Durante minha infância frequentei muito a região de São Pedro, Santa Filomena e Angelina, minha mãe nasceu e morou lá por muito tempo, mas, definitivamente, não me lembrava do trajeto. Quando comentei com minha mãe que iria fazer o percurso, ela me chamou no mínimo de louca, com isso já fui imaginando o que iria enfrentar.
A proposta: 1) Acompanhar um grupo grande que sairia de Campinas em direção a Angelina, passando por São Pedro de Alcantara; 2) Nos hospedar no Convento Franciscano; 3) Voltar por algum outro caminho (a decidir).
Os convocados: Eu (Aline), Claudia (no apoio por problemas de saúde), Davi, Mauricio, Gustavo, Guilherme (no apoio por problema de saúde) e Fabiano (amigo do Mauricio, do RJ).
A concentração foi em frente a loja do Gean. Haviam cerca de 100 ciclistas, todos aparentemente ansiosos pelas subidas. No horário combinado para a largada, 9h, desabou uma chuva. Muitos se olharam e, certamente, todos pensaram coisas do tipo: o que eu estou fazendo, onde estou me metendo, que enrrascada. Confesso que me mantive ali firme pelos amigos.
Choveu por uma meia hora e parou. O caminho, depois de passarmos a parte de transito intenso, é lindoooo!!! Depois de São Pedro de Alcantara então, quando começa a estrada de chão, é demais. Claro que a dificuldade é grande, é subida que não acaba mais, mas fomos com calma, morrinho por morrinho e, por fim, conseguimos "zerar" todos os morros (os que não haviam pedido água antes, ou seja Eu, Davi e Maurício).
Chegamos em Angelina por volta das 14h, foi emocionante, não sei se pelo fato de podermos sentar pra comer, ou por saber que só subiríamos novamente no próximo dia ou ainda pela própria energia do dia e do local. Convencemos a Madre a manter o buffet na mesa para que pudessemos almoçar, o almoço estava sendo retirado, papeamos um pouco, colocamos as bikes em segurança (importantíssimo) e fomos ao merecido banho, não sei como os apoios aguentaram ficar ao nosso lado até então (rsrs).
Após o banho descanso até a hora da janta, 18h30.
Jantamos e saímos para uma voltinha no centro, a idéia era esperar o povo do Pedal Continente que, pelos nossos cálculos, começaria a chegar por volta das 20h30. No centrinho visitamos a gruta, tomamos suco, alguns comeram crepe, churros, pinhão, tomaram quentão e ... nada do povo chegar. Por volta das 21h chegaram uns 4, Maicon, Nivaldo e dois desconhecidos pra mim. As informações eram de que o povo demoraria bastante a chegar. Desistimos de esperar às 22h30, afinal de contas tinhamos planos audaciosos para sexta.
Acordamos, tomamos aquele café, conhecemos melhor o convento, que é muito bonito, tiramos algumas fotos e, por fim, decidimos o percurso do dia: Angelina - São João Batista - Canelinha - Tijucas - Biguaçu - Kobrasol, aproximadamente 120km.
Saímos de Angelina por volta das 10h. Pedalando: Eu, Davi, Mauricio e Gustavo. O percurso até São João Batista é lindíssimo, estradão de chão, rio margeando a estrada, muita sombra e ... um "morrinhoooo" a primeira vista invencível, mas todos vencemos. Eu até comprei um terreninho na descida, nada grave.
Chegando em São João Batista tem um trecho infernal de paralelepipedos, segundo os locais só 400m ... na nossa conta foram uns 4km. Almoçamos e seguimos percorrendo nosso destino. Perto de Tijucas paradinha para um Caldo de Cana, perfeito para repor os sais minerais. Na sequencia 2 pneus furados, o meu e o do Fabiano, que recem havia iniciado o pedal, acabamos desconfiando que foi a boca santa da Claudia que a pouco havia comentado que não tivemos nenhum pneu furado.
Fizemos o percurso do dia num ritmo ótimo, não baixamos de 25km/h. Eu aguentei bem até em casa, completando 106km. De lá segui o povo no carro de apoio até o Kobrasol.
Nossa viagem iniciou no Natal.
Passei todo o dia arrumando minhas coisas.
Pela manha o amigo Pereira passou em minha casa e levou minha bike.
Por volta das 19hs meu amigo Henrique me levou para a casa do Pereira.
Lá, além do Pereira, já se encontravam os amigos Marcelo e Alessandro.
Logo que cheguei chegaram também Sandra e Fabi. Pude finalmente conhecê-las.
Com grupo todo reunido aproveitamos o tempo livre até a hora do voo, 4:55hs, e fomos dar uma volta na praia, que deliciaaaa.
Voltando, por volta das 23hs, jantamos e eu, cansadíssima, logo pedi para descansar um pouco, sabia que o dia seguinte seria puxado.
Mal peguei no sono e já estavam me acordando, eram 2:15 da manha e o Pereira já havia levado toda nossa tralha para o aeroporto. O bichinho é realmente agitado.
Chegamos ao aeroporto, despachamos nossa bagagem, tomamos um cafezito e esperamos o voo.
O voo foi super turbulento, que medo ...
Chegamos em Buenos Aires por volta das 7h e, para nossa surpresa, muitaaaaa chuva.
A segunda surpresa foi na fila da imigração, avistamos nossas bikes totalmente bagunçadas na esteira, rodas soltas, nada mais de papelão ... foi realmente assustador. Isso porque pagamos R$100,0 por bike por se tratar de um material frágil.
No aeroporto conseguimos pegar um ônibus e levar nossas bikes com um extra de $ 15 por bike. Chegando a rodoviária não tinhamos mais como escapar, teríamos que enfrentar a chuva torrencial que caia na cidade.
Montamos as bikes, preparamos as bagagens para chuva e ... vamos que vamos.
Apenas as amigas Sandra e Fabi optaram por pegar um taxi.
Chegando no Hostel (Pangea Hostel), por volta das 10hs. Fomos muito bem recepcionados. Mesmo estando encharcados nos abriram as portas e nos ajudaram com as bagagens. Tudo num clima muito bom.
Durante o período de preparaçãoo para a viagem, havia contactado um ciclista de BsAs, no WarmShower, ele se dispos a nos acompanhar num tour pela cidade de Buenos Aires. Combinamos de nos encontrar 12:30 no Obelisco.
Como logo que chegamos ao Hostel parou de chover. Arrumamos nossas coisas e fomos ao encontro de Cristian, garoto muito simpático e prestativo.
Depois das devidas apresentações, a proposta foi encontrar um local para almoçarmos.
Após algumas voltas paramos num Café-Restaurante com mesinhas na calçada.
Cada um fez seu pedido. Almoçamos, papeamois e, por fim, tomamos um cafezinho, o cansaço de todos estava estampado nas caras ..
Cristian nos mostrou o roteiro que havia pensado para nosso tour. Adorei ...
Seguimos pedalando em direção ao Porto Madero. Com algumas paradas pelos monumentos turísticos, como a ponte da Mulher.
A próxima parada oficial seria em La Boca, mas pelo trajeto paramos para conhecer algumas praças.
Em La Boca, depois daquele passeio básico pelo Estádio do Boca Juniors e pela famoso ¨Caminito¨ paramos para uma merecida Quilmes (apreciação dos produtos locais). Nesta parada juntou-se a nós um amigo de Cristian, Juan. Veio com sua bike de dois andares, muito simpático.
De La Boca, fomos em diração a Plaza de Mayo, posteriormente passando por Retiro e Recoleta, nestes últimos tentaram nos impedir de transitar pelas praças com nossas bikes, mas, os agora já amigos, Cristian e Juan, não se mostraram intimidados, seguimos juntos.
Nosso último ponto de visita foi parque Palermo, com parada na sorveteria Freddo, a meu pedido.
Por volta de 21hs nos despedimos de Juan e Cristian, muito agradecidos pela belíssima tarde que eles nos proporcionaram. Certamente nao poderíamos curtir tanto a cidade sem um nativo para nos mostrar todas as belezas e peculiaridades.
Ao chegar no Hostel fui a primeira a encarar um revigorante banho. Estava acabada. Passei pela net, iniciei este post e ... me joguei na cama.
27/12/2009
Hoje, por volta das 5hs da manha, acordei com o barulho de uma britadeira. Na verdade era nosso amigo Pereira roncanco sincronizadamente.
Rolei para um lado, rolei para o outro lado, fui ao banheiro, rolei mais um pouco ... e enquanto eu ainda respondia pelos meus atos, resolvi sair do quarto.
Desci, dei uma volta pelo Hostel, percebi que muitas pessoas nem haviam voltado da balada, acessei a internet ...
Por volta das 7hs todos acordaram.
Tomamos um café e nos preparamos para o passeio programado: Delta do Tigre.
Pegamos o metro, que fica na frente do Hostel e, na seqüência, um trem para chegarmos até o local desejado. As passagens em Buenos Aires são baratíssimas, 1,10 pesos para o metro e 2,79 pesos para ir e voltar de trem.
Chegando ao Tigre compramos bilhetes para um passeio de barco pelas ilhas, 30 pesos. O passeio foi maravilhoso, durou cerca de 1.30hs.
De volta a terra almoçamos e continuamos nossa caminhada até o Museu, com direito a ¨Helado¨ pago pela amiga Sandra.
Saindo do Museu caminhamos até a estação de trem e voltamos para o Hostel.
Passamos no mercado compramos batatas (tipo Rufles) e no hostel tomamos uma cervejinha para descontrair.
Logo encontramos o cicloturista Ricardo, com quem já havia falado sobre a viagem pela internet. Sabia que ele estava morando temporariamente no Hostel, mas não havia aparecido desde que chegamos. O Ricardo já fez todo o trajeto que faremos no Uruguai. Chamamos todos e trocamos figurinhas sobre a viagem.
28/12/2009
Acordei novamente, por volta das 3:30hs, com barulhos estranhos no quarto, nem preciso dizer o que era, certo?! Levantei dei uma volta, mas voltei para tentar dormir mais um pouco ...
Saímos do Hostel por volta das 9hs.
Pedalamos até o BuckBus, no Porto Madero. Ao chegar entramos na estação bike e tudo.
Conseguimos passagens para o barco das 13:15hs.
Fizemos check-in, passamos pela imigração e embarcamos nossas bikes.
Dentro do Buckbus fiz um lanchinho, tirei um cochilo e acordei meio irritada pensando: pow esse barco nao vai sair daqui? Foi quando percebi que estavamos chegando no Uruguay, em Colonia Del Sacramento.
Em solo Uruguaio pegamos nossas bikes e saímos animados.
Primeira parada: Informaçoes Turísticas. Eu e o Pereirinha ficamos só no visu da estrada, apavorados com os motoqueiros que nao usam capacete.
As meninas acharam um hotel. Como estava meio caro optamos por ficar num camping, a 20km dali. Neste caso, antes de ir pro camping, fomos conhecer a cidade.
Logo no inicio da trip encontramos um pé de pessegos, carregado, que belo presente ein?!
Imagine a festa.
Depois de percorrer toda a cidade sentamos a beira mar para ver o famoso pôr do sol uruguaio, compramos uns produtos locais (queijo e cerveja) e ficamos aguardando.
O sol se pos por volta das 22hs, mas certamente valeu a pena.
Hora de seguir viagem, 20 e tantos kms por estradas desconhecidas em busca do camping, em Sant'Ana. Já no inicio do trecho meu pneu traseiro furou, como estavamos carregados, e cansados, nao foi tão simples assim pra consertar.
Chegamos no camping por volta das 11:30m, eu estava acabada ... mas muito feliz pelo sucesso deste primeiro dia no Uruguay.
Montamos nossas barracas, tomamos banho, comemos e apagamos.
29/12/2009
Pela manha desmontamos acampanhmento, comemos e aguardamos a chegada da Sandra e da Fabi, combinamos o encontro para 9:30hs. Tudo certo. Assim que elas chegaram papeamos um pouco e saímos, destino: La Paz e Blancarena.
Pegamos uma estrada secundária, muito bonita.
Como nem tudo é perfeito, tivemos que pegar a Rota 1, uma rodovia. Pelo menos o acostamento estava em bom estado, mas um calor daqueles.
Meio dia entramos em um parque, que nao tinha nada demais, mas acho que vale a pena postar a fotinho abaixo.
Devido ao calor insuportável decidimos parar para almoçar. Como até para achar um posto de gasolina estava disficil, paramos no primeiro lugar que encontramos, um restaurante de beira de estrada. Mas, a cada dia que passa percebo que nossos anjos da guarda estão nos acompanhando. O restaurante era bem amigável, ar condicionado geladinho, garçon super simpático e a comida ótima.
Depois do almoço, aproveitamos a chuva que está prestes a cair para fazermos uma ciesta.
Como a chuva nao parou, por volta de 16:30 continuamos nosso pedal em direçao a La Paz, com medo de tudo estar fechado e, as meninas, que não trouxeram barraca, não encontrarem lugar para ficar. Em La Paz nao havia absolutamente nadaaaaa. Nos recomendaram tentar algo em Colônia Valdense, a cerca de 6km dali. Chegamos em Colônia Valdense sem muita esperança, pois se tratava de outra cidadezinha pequena, mas ... como os ventos estão soprando a nosso favor, conseguimos nos hospedar num Centro Teológico e Ecológico, Casa Emanuel, lugar lindíssimo por sinal. Fomos muito bem recebidos e nos sentimos super a vontade.
Depois de instalados, saímos para conhecer a cidade e encontrar algo para comer. Tomei super café com sanduiche. De lambuja passamos num restaurante e levamos um vinho Uruguaio para tomarmos a noite, o primeiro da viagem.
30/12/2009
Acordamos, arrumamos nossas coisas e fomos surpreendidos com um delicioso café da manha, com doces feitos pelo Centro, queijo colonial, leite da vaquinha feliz, pão quentinho e café de coador.
Comemos o suficiente para aguentar o pedal do dia, em direção a Libertad.
O clima estava gostoso, fresquinho, muitas árvores pela estrada, o pedal rendeu.
Meio-dia, o sol já estava a pino e paramos para procurar pelo algo gelado.
Encontramos um mercadinho, num povoado super pequeno, Pueblo de La Boyada. Que achado.
Fomos recebidos pela Monique, uma garota de seus 17 anos, estremamente simpática.
Tomei sorvete, comi 3 fatias de melancia e por fim ainda ganhamos ameixas colhidas por nós mesmos no próprio terreno da casa da Monique.
Monique falou que pretende ir a Floripa quando completar 18 anos, já combinei com ela de recebe-la.
Pouco antes de chegarmos ao nosso destino nos deparamos com uma placa na beira da estrada com os dizeres La Casona de Juan, algo como um hotel. Um olhou pra cara do outro e rapidamente decidimos consultar o nível e os preços.
Pra nossa sorte foi mais um achado, 220,00 pesos (R$ 22,00) por quartos triplos com banheiro privativo.
Deixamos nossas coisas na Casona e fomos procurar algo para comer, por indicaçao fomos a um restaurante de beira de estrada a 2km da Casona. Uma beleza. Melhor salada até agora.
O buteco tinha até Wi-Fi.
Comemos o suficiente e no caminho ainda levamos de lanchinho queijo e morangos de beira de estrada.
Tomei um banho, dei uma volta pela Casona e estava sentada quando avistei o Ale dando uma geral na minha bike, deu uma limpada legal na corrente, que estava uma craca, até tentei ajudar um pouco, mas o serviço já estava praticamente pronto. Fiquei muito agradecida.
A Sandra em troca do concerto da bike de uma das crianças da casa conseguiu uma carona até uma mercearia para comprar um vinho.
Prato da noite: vinho uruguayo, queijo, morango e batatas fritas (papas fritas para os locais).
31/12/2009
Nosso objetivo do dia era chegar a Montevideo, onde passaríamos nosso Ano Novo. Saímos da casona de Juan, passamos na super lanchonete com WiFi, tomamos nosso "desajuno" e começamos realmente a pedalar. Trecho todo de asfalto, Rota 1.
Passamos por uma ponte muito bonita de nome Santiago Vazquez, o que indica que chegamos a Montevideo.
Parada para algumas fotos.
Assim que atrevessamos a ponte, saimos da Rota 1, com o intuito de visitar o parque Roosevelt, no bairro Prado, e também de fugir da Rota, um tanto sem graça.
Para chegar ao tal parque tivemos que encarar umas boas subidas. Passamos por povoados muito pobres, estradas ruins e sem acostamento. Foi bom para conhecer as condições da localidade.
O parque é lindo, demos uma volta por ele, mas o que realmente queríamos naquele momento era encontrar um lugar para comer. Pedimos algumas indicações e fomos parar numa lanchonete, que nos ofereceu uma promoção de pizza, compre uma mussarela e ganhe outra.
Saímos dali mais animados (barriguinha cheia).
No caminho para a cidade de Montevideo passamos por lugares lindos. Ruas totalmente arborizadas, foi uma delícia.
Aproveitamos para conhecer alguns dos pontos turísticos e fotografá-los, claro.
Chegando em Montevideo, começaram as surpresas. As ruas estavam cheias de papel picado, no começo achei que eram bilhetes de loteria, depois fui saber que eram agendas, agendas picadas. Uma das tradições de fim de ano.
Mais próximos do Hostel onde nos hospedaríamos, conheçemos outra tradição, banho de sidra. No caso algumas pessoas sem dinheiro para tanta sidra davam banho de água mesmo.
Levamos alguns respingos.
A terceira e maior surpresa de todas foi que nosso Hostel se localizava na rua onde as pessoas passam o dia festando. Tava rolando a maior "rave" na rua.
Ficamos sem saber o que fazer, era muita gente.
Eu, o Alê e nossas bikes tentamos nos aventurar (olhando as fotos dá pra ver que a missão foi impossível), andamos alguns metros e .. só lembro de alguém gritando assim: Ciclistas BANHOOOO. Eu que estava na frente (metida), tomei o maior banho, de sidra, cerveja ... ou seja, tudo que a galera tinha nas mãos.
Saímos dali rapidinho, de ré mesmo (hahahah).
Tentamos bolar algumas estratégias para a passagem. Eu, a mais molhada, agora a pé, resolvi descobrir onde exatamente era o Hostel. Ao achá-lo tentei interfonar, sem sucesso. Desligaram a campanhia pra não ter que descer sempre que algum folião alcoolizado resolvesse interfonar.
Por fim, ligamos para o Hostel e pedimos para que eles nos ajudassem. Passamos com as bikes por um cantinho, um por vez, até conseguimos subir todos.
Os caras do Hostel foram muito legais, para compensar nosso transtorno nos ofereceram 2 Patricias (cerveja local). ;)
Nos instalamos, tomamos um banho e saímos para as comprar de Ano Novo. Pães, Champagnhe, Queijo, Frutas ...
Preparamos nossa ceia e, para nossa surpresa, recebemos a visita de um casal de amigos do Pereira, que havíamos encontrado em Colonia Del Sacramento. Comemos, bebemos e, com a proximidade da hora da virada, resolvemos ir para beira do mar.
As ruas estavam vazias, a beira mar também. Mas estávamos em boa companhia e o céu estava lindíssimo.
Na hora da virada nos cumprimentamos, desejando uns aos outros muitos anos de pedal, assistimos a queima de fogos e voltamos para nossa casinha do dia.
01/01/2010
Após uma longa noite mal dormida, galera ouvindo música eletrônica de péssimo gosto na nossa janela (na mesma rua onde durante a tarde fomos impedidos de passar), acordamos por volta das 8hs, como sempre, para nosso passeio diário.
Tomamos café e saímos para o tour por Montevideo.
Devo admitir que estava com mau humor, por dormir pouco, e com uma P* dor de cabeça, pelas cervejas e champagnhes da noite anterior.
Nosso objetivo: percorrer todos os pontos turísticos de Montevideo, cerca de 40km.
O dia estava lindo, a cidade completamente vazia, ou seja, perfeito.
Para mim cada parada era motivo de alongamento ... estava quebrada pela noite mal dormida.
A cidade tem uma arquitetura indiscutivelmente lindíssima.
Visitamos alguns parques, monumentos.
E percorremos toda a orla.
Para finalizar mais um parque e compras para o café da manhã.
Chegando ao Hostel, tomamos banho e saímos para jantar, em frente ao Hostel.
A pizza demorou mas estava deliciosa. Aproveitamos para conhecer mais algumas das cervejas locais.
02/02/2010
Hora de deixar Montevidéo.
Acordamos, tomamos nosso cafezito e partimos. Passamos por dentro da cidade, já bem diferente do dia anterior. Após Ano Novo vida normal, carros, trânsito ... pegamos algumas ruazinhas alternativas para fugir do caos urbano.
Em alguns momentos ficamos meio perdidinhos, mas nada que alguns pedidos de informações não nos colocassem de novo na linha.
Ao sair da cidade de Montevidéo, pegamos uma estrada de chão que nos levaria até Atlandida. Mas tranquilo impossível.
Pausa para o Pic-Nic ... restaurante nem pensar, sem chances.
Chegando em Atlandida hora da decisão, continuar até Piriápolis (desta forma conseguiríamos chegar no dia 03/01 a casa do Martin, cicloturista que nos hospedaria, e aproveitaríamos seu aniversário) ou ficar em Atlantida. Para chegar a Piriápolis precisaríamos percorrer mais 50km, mas todos aceitaram o desafio.
Seguimos à Piriápolis, também por estradas secundárias. Chegou a me dar um apertinho no coração ao ver as praias de Atlantida, lindíssimas, e nós apenas passando e olhando. Que vontade de dar um mergulho.
Por falar em mergulho, graças a Deus alguém se empolgou. A Sandrinha parou para um mergulho no rio e eu nem pensei 2x, acompanhei-a. Que Deliciaaaaaaaaaaaaaaa!!!
Chegamos na primeira praia da rota até Piriápolis, Solis.
Passamos por muitas outras praias até chegar em Piriápolis. Muitas casas bonitas, muitos campings ...
Chegamos em Piriápolis no fim da tarde. Eu estava completamente acabada, com dores nos ombros devido ao longo trecho percorrido durante o dia.
Sandra e Fabi saíram em busca de um Hostel ou Hotel para ficarem. Elas tinham um reserva para o próximo dia, mas como adiantamos um trecho precisariam antecipar a reserva ou procurar um novo local para se hospedar.
Eu, Alê, Marcelo e Pereira encontramos um camping e montamos nosso acampamento.
Eu e o Alê saímos em busca de um banco. Nossos pesos Uruguaios estavam se esgotando e estávamos encontrando dificuldade em sacar dinheiro.
Passando na avenida principal, na beira da praia, pegamos o por do sol abaixo, recompensante:
Ao voltar ao camping tivemos a noticia de que as meninas não encontram hospedagem. A cidade estava lotada e assim também todos os Hosteis, Hoteis e Pousadas.
Sandra comprou uma barraca e se juntou a nós. Fabi disse que não acamparia, achou melhor deixar o grupo e encerrar ali sua viagem. Ficamos todos muito tristes, principalmente eu, culpada por alguns de ter sugerido que adiantássemos um dia, ou seja, duplicássemos o trecho.
Saímos Eu, Alê e Pereira para jantar, estávamos verdes de fome. Fomos todos dormir num clima estranho.
03/01/2010
Pela manhã oclima continuou estranho. Nossa amiga Fabi se foi e o grupo estava meio confuso. Tomamos nosso café, levantamos acampamento e partimos em direção a Medyo-Medyo casa do Martin, que tb conheci no WarmShower. Hoje é seu aniversário de Martin, ele vai nos hospedar na sua casa e, além disso, nos convidou para sua festa.
Conseguimos passar por estradas secundárias, de chão batido, com vistas maravilhosas e muita calmaria.
Paramos perto do meio dia para um PIC-NIC no meio do nada. Aquela coisa básica, pão, queijo, suco ... Descansamos um pouco e seguimos viagem.
Perto da casa do Martin, liguei para avisá-lo que estávamos chegando. Ele ficou super feliz e foi nos esperar na estrada por onde passaríamos.
Encontramos o Martin logo a frente, ele nos guiou até sua casa, um caminho maravilhosoooo, lindísssimo, mas tinha uma subida que foi pra matar-nos.
Martin estava no meio dos preparativos para a festa, chegando a sua casa já fui logo assumindo a cozinha junto dele. Só para contextualizar, o Martin é vegetariano e eu estava empolgadíssima, pois ia participar de uma festa veg depois de tantos dias comendo ravioles verdes ou pão com queijo.
Para a festa eu amassei o pão e o Martin ralou muitos legumes para o Chapati. Além dos preparativos para a festa fizemos um rango para a galera, foi delicioso comer uma verdadeira refeição Veg.
Após o rango fomos dar uma volta pelas redondezas com o super carro do Martin, uma rural supeeeerantiga. Paramos na praia e eu, claro, aproveitei para dar um mergulho. Que Delicia!!! Voltamos para casa e continuamos com os preparamos para a festa que aconteceu num lugar mágico, atelier da filha do artista plástico Carlos Paez.
Passamos no mercado, compramos alguns itens faltantes, como bons vinhos ... e seguimos para a festa.
Já haviam algumas pessoas por lá, preparando coisas gostosas. Aprendi a fazer um pimentão recheado delicioso.
Os convidados foram chegando e a festa foi ficando cada vez mais animada. Chapati na fogueira, pimentões recheados assando ... muitos tambores ... tipico som uruguaio: Candomble. Até nosso amigo Pereira entrou na roda de tambores. Eu só fiquei na dança mesmo.
A festa acabou tarde, nós bebemos, dançamos e papeamos bastante e ... amanhã é outro dia de pedal. Seguimos para a casa do Martin para um soneca.
04/01/2010
Acordamos meio ressaqueados, eu só levantei pq ouvi todo mundo arrumando as coisas para continuar o pedal. O que eu mais queria era passar o dia ali quietinha no paraíso que é a casa do Martin. Mas ... vida de cicloturista não é fácil (hihih).
Arrumos nossas tralhas, tomamos aquele cafezão e partimos. Martin no acompanhou até a Casapueblo, em Punta Ballena, do artista plástico Carlos Paez, pai da agora nossa amiga Agó Paez. Ela nos convidou para visitar o museu de seu pai, o que já estava em nossos planos. Fomos recebidos com muitco carinho, com direito a café, alfojores e fotos com o próprio artista Carlos Paez.
Martin seguiu conosco mais alguns Kms e voltou para suas tarefas.
Seguimos até Punta del Leste. Logo que chegamos na cidade desabou a maior chuva. Paramos, a priori, para fazer algumas chamadas telefonicas e tentar pegar dinheiro em algum banco.
Liguei para meus pais e, quando reencontrei o pessoal, tive uma noticia um tanto ruim. Nossa amiga Sandra ligou para seu marido e ele, consultando a net, informou-nos de que teríamos 3 dias de muita chuva pela frente. Para quem esta viajando de bike e tem apenas mais 5 dias de viagem isto é um tanto quanto desanimador. Conversamos muito e chegaram a propor que desestissemos da trip, achavam loucura continuar desta forma. Eu cheguei a pensar que aquele papo era pegadinha, que a galera tinha pirado ... mas não.
Por fim, nossa amiga Sandra resolver encerrar sua participação por ali, mas continuamos Eu, Alê, Marcelo e Pereira.
A chuva estava constante e decidimos ficar por ali mesmo. Saímos em busca do Camping que estava na nossa lista e nos hospedamos por lá.
O Camping era maravilhoso, espaços bem demarcados, muitos chuveiros, sala de jogos, net. A chuva deu uma trégua e saímos para uma volta pela cidade.
A noite fiquei bte tempo na net, colocando algumas fofocas em dia com os amigos.
05/01/2010
Para nossa surpresa acordamos com o dia relativamente bom, nublado mas sem chuva.
Seguimos em direção a La Paloma. No caminho paramos em José Ignácio para conhecer a cidadezinha charmosa, seu farol e fazermos nossa refeição do meio-dia, não vou chamar de almoço porque faz tempo que não almoçamos algo diferente de pão (hihihi).
Para seguir nosso caminho tivemos que atravessar a Laguna de balsa e na sequência seguir muitos Kms de estrada de chão. A paisagem é maravilhosa, quase sempre margeando a praia. Além disso, dificilmente víamos carros atravessando o percurso.
O caminho mas curto para chegar em La Paloma seria seguindo até a Laguna Rocha, mas não há um caminho. Neste caso tivemos que desviar e muito o trajeto, passando por Rocha, trecho este com muitaaaaaas subidas.
Em Rocha paramos para descidir se seguiríamos até La Paloma ou ficaríamos ali mesmo. Eu estava particularmente cansada para seguir mais 22km, mas como somos uma democracia .. segui adiante.
La Paloma é um povoado suuuuuuper badalado. Os campings são enoooormes. Acho que tinha umas 1000 pessoas acampadas, fora da nossa realidade. Quando montamos nossa barraca já era noite. Tomamos um banho e saímos para jantar. Parecia o centrinho da Lagoa da Conceição, em Floripa. Muitos restaurantes, bares, galera jovem. Nós estavámos acabados e ficamos apenas com o jantar mesmo.
Voltamos para dormir, mas só dormi mesmo pq estava muito cansada. Estava rolando o maior auê no camping e nas redendezas. A bagunça perdurou pela noite toda. Quando acordamos encontramos umaaaa galera voltando da balada. Paciência, já fui adolescente um dia, certo?
06/01/10
Hoje nosso destino é Valizas, com parada em Cabo Polônio. Café reforçado para iniciar o dia.
Na saída do camping, constatamos que a bike do Marcelo estava com um raio quebrado. Como era dia de semana (não me pergunte qual porque não lembro) fomos em busca de uma oficina de bicicletas e foi até fácil encontrar. o problema foi chegar até lá, tava rolando um super vento contra ...
A Oficina certamente era muito antiga, tinha muitas bikes que aqui não serviriam nem pro ferro velho, mas lá o pessoal usa elas nesta situação mesmo. Muita bike velha na rua, assim como carros ... deve ser algo cultural. Ficamos papeando com o dono da oficina enquanto o serviço era executado.
No caminho, passamos por La Pedreira, mas uma região super disputada por turistas.
Seguimos pela Rota 10. Viagem tensa já que a estrada é movimentada e não há acostamento.
Pelos próximos Km tivemos que nos precaver com mantimentos e água, visto que não há previsão de postos de abastecimento no caminho.
Continuamos com nossas refeições na estrada, regadas a muito pão e queijo (pelo menos os queijos são baratos e maravilhosos).
Conseguimos chegar a tempo para a visista a Cabo Polônio, graças a Deus, porque este passeio é imperdível. Embarcamos num 4x4 muito estranho e seguimos em direçao ao Cabo. Lugar sem energia elétrica, com poucas casas caoloridas, galerinha riponga e muita tranquilidade.
Estava rolando o maior ventão e acabei perdendo meu chapeu pelo caminho (meu nada, o chapéu era do Alê e, por isso, fiquei super chateada).
A maior atração do local são os leões marinhos, que ficam ali jogadões, pegando um solzinho e brincando nas pedras. Terminado o passeio seguimos em direção a Valizas.
Lá encontramos um camping muitooooo alternativo para ficar. Mas tarde descobrimos até que o chuveiro era gelado. Paciência, né?! A cidade estava lotada e pagamos baratinho.
Como ainda era dia fomos dar uma volta na cidade.
Que lugar show. Paramos na praia para dar uma relaxada. Sem chances de banho, estava a maior friaca. Na paracinha, onde todo povo estava reunido, show ao ar livre, a banda era até famosinha, mas não lembro o nome, uma mostra do que iria rolar a noite.
A noite rolou algo como um Maracatu pelas ruas. Toda a população seguia os tambores. Compramos um vinho e fomos no embalo.
Após a batucada fizemos um tour pelos bares da região, fácil encontrar comida vegetariana, muito som ao vivo e acesso livre. Eu eu o Alê nos emocionamos com o lugar, com o povo, com a música ... achei realmente D+